1. SOBRE COBRAS BOAS E MÁS:
1.1
A cascavel tava conversando com a sucuri, quando esta:
“O fazendeiro dali de cima me pediu pra engolir a sogra dele”.
Ao que a cascavel respondeu:
“Então, antes, deixa eu dar uma mordidinha nela, porque odeio concorrência”.
2. SOBRE DECISÕES CORPORATIVAS:
2.1
Um executivo de finanças que para fugir do estresse deixou o escritório, a mulher, os filhos... comprou vara de pescar, chapéu, banquinho, equipou a picape com rede, gelo, uísque ... e ancorou à margem do Rio Araguaia. Uma hora, duas, três... e nada de peixe, não era pescador, não tinha experiência em pesca. Mas, tudo bem. Não importava, estava ali só para desestressar-se. Até fez um trato com o Rio: se pescasse alguma coisa, devolvê-la-ia imediatamente. Só os pernilongos, vez por outra, davam-lhe algumas picadas, o que remediava com mais um gole da bebida. Abriu nova garrafa, dava um soprinho num pernilongo aqui, dava outro ali, não estava para matar nem pernilongo. Mas passou a sentir ritmicamente umas picadas na bunda, até que se irritou e lascou uma porrada lá, bem perto do fiofó, como fosse por se defender de um pernilongo de Itu, quando ouviu de uma cobrinha de uns seis metros de comprimento: "Pô, tio, eu sou da paz! Faz um tempão que estou por lhe dizer que aqui não dá peixe, não, o senhor tá é espantando as capivaras do nosso jantar. É por isso que meu pai mandou avisar que se o senhor não voltar logo para São Paulo, ele que virá aqui, pessoalmente, viu. Olha, tio, quando ele fica com fome, come também todos os veados que aparece!
Agora, sempre antes de uma reunião para decisão importante ele conta sua aventura. Ao final se verá se ele aprendeu, mesmo, a lidar com cobras.
2.2
3.CAVALHEIRO: SER OU NÃO SER.
Imagine o que você, CEO de uma sociedade empresária anônima, faria se acordou cedo e saiu de casa para aquela reunião a mais importante da sua vida, mas no meio do caminho, numa rua deserta, vê aquela vizinha gostosona que nunca lhe deu bola, parada, com o pneu furado, pedindo ajuda. Você encosta o carro para ajudá-la ou a ignora?
Ok, consideremos que você é cavalheiro e parou. Enquanto faz o serviço dá pra sentir o cheiro, o calor daquele corpo tão desejável. Sujou as mãos, os punhos da camisa, transpirou, trocou o pneu.
Ao final, ela retira da bolsa um pacote de lençinhos úmidos e, carinhosamente, limpa suas mãos, recompõe as abotoaduras, afasta-se e lhe estende a mão. Você, ainda sem compreender a forma de agradecimento, aproxima-se para pelo menos o tal selinho e o sentir mais de perto a tentação do caloroso arfar de um colo sem igual.
Ela afasta-se mais de você, e você a olha sem entender nada. Você busca uma piada indiscreta: Quantos anos você tem? De onde você veio? Ela responde que tem 38 anos de idade, é filha de árabes, solteira, morou alguns anos no Oriente Médio: Doha, Dubai... e outros tantos entre Paris e Londres, nunca fez tal caminho, antes, trabalha num consulado e também representa uma Câmara de Comércio.
Você olha no relógio e se dá conta do adiantado da hora. A reunião há seis meses marcada com os árabes. Um contrato de US$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de dólares). Vai dar uma de racional e perder a oportunidade? Esse par de olhos negros! Ela não compensará o prejuízo! Vou contratá-la, agora, como minha secretária e levá-la comigo para a reunião! Terei nova chance com ela, ou com os árabes, e agora, que faço? Pensa.
Decide pelo óbvio. Com cortesia, você abre-lhe a porta do carro, e ela segue seu destino (dela), enquanto você segue o seu, aproveitando-se de por conhecer bem a região, saber cortar caminho. E lá vai você, meio sujo, meio cheiroso, meio indagativo, meio feliz, meio cheio de decisões por tomar na tal reunião. Você chega ao destino, quinze minutos atrasado, a sala bem preparada e os árabes â mesa, mãos sobre ela, dedos enlaçados. Você observa que somente falta a cadeira da cabeceira a ser preenchida.
Assista a minha palestra 'O Concatenamento do Espírito Corporativo'.
3. POR FALAR EM CONCATENAMENTO:
3.1
Dois foi lutar MMA na casa do adversário, Mil.
Provocações pra lá, provocações pra cá, espetáculo pra imprensa:
“Eu vou esmagar você” – falou Mil.
“Você é Mil, mas não é 2 – ouviu como resposta.
Mal começa o combate e Dois, mais ágil, logo vence a Mil, que parecera mais pesado.
Exaltados, 999 torcedores invadem o octógono e juntam-se ao vencido, por massacrarem o vencedor. Este, ágil como já se sabe, sai em disparada.
Mais tarde, indagado pela imprensa, responde:
Jornalista bom não confunde substantivo com numeral.
Moral da estória: mesmo não sendo obrigatório o diploma, busque uma boa escola.
4. O barato-marceneiro.
Sabe o que o barato-marceneiro falou pra baratinha branca, na descida da Serra de Santos? Gatinha, se eu te pego, te dou
o maior trato, te envernizo todinha!